domingo, 23 de setembro de 2012

Mãos à obra!

"Agora que já temos projeto, vamos à escolha do empreiteiro!"

Não é fácil decidir quem vai cuidar do projeto mais importante da sua vida, principalmente quando você não entende do assunto, seu nível de confiança terá que ser enorme.

Conversamos com algumas pessoas a respeito, pegamos dicas, indicações e idéias de valores (assustadoras!) e decidimos fechar com o Seu João. Ele é indicado pelo meu chefe, fez a obra do apartamento dele, uma pessoa super exigente, atenta e que tenho certeza que acompanhou cada tijolo. Se o Seu João passou nesse teste de qualidade, já fico bem mais tranqüila de que passará no nosso. Mostramos o apartamento, o projeto do meu primo, falamos nossas idéias, medos... Negociamos um bocadinho o valor que ele pediu, com o que poderíamos pagar e pronto. Fechado.

Pelo que entendi, Seu João (como a maioria dos empreiteiros) só não é bom com prazo, sempre rola um atrasinho da data prevista pra terminar... Isso pra gente era o menor dos problemas, até agradecemos quando ele disse que só poderia começar em um mês, um mês e meio. Teríamos mais tempo pras decisões de projeto, pras compras, pra nos enturmarmos com esse mundo. Definitivamente, é uma obra que não temos pressa.

Mesmo sabendo que ainda faltava mais de um mês pra obra começar, já pedimos uma primeira lista de materiais pra ir pesquisando... Doce ilusão de que a diferença de preço numa obra era nos sacos de cimento ou areia!
Passamos um mês pesquisando valores para chegar a conclusão que cada item é mais barato numa loja, que o frete é praticamente o mesmo para comprar na Amoedo de Botafogo ou na Leroy do Norte Shopping, acabamos comprando mesmo tudo já no final da primeira semana de demolição em uma loja só, acho que foi na Leroy da Barra.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Yes! Nós temos projeto!

Nossas idéias de mudanças de planta vieram logo nas primeiras visitas, sabíamos bem das nossas necessidades e a planta original ajudava muito. Adoramos a idéia de termos dois quartos do mesmo tamanho, percebi de cara que poderíamos transformar o banheiro de empregada num segundo banheiro social roubando uma parte de uma área inútil entre a cozinha e este banheiro, o outro lado desta mesma área poderia aumentar nossa cozinha... Assim, poderíamos fechar o final do corredor e fazer uma suíte. O Eduardo pensando em aumentar o espaço para guardar nossas coisas, pensou em fazer um armário embutido no quarto "comendo" um pouquinho do banheiro. Na sala, minha mãe deu a idéia de fazermos um deck e abrirmos uma grande porta de vidro que aumenta a luminosidade, ventilação e dá uma sensação de sala ainda maior. Abrir a cozinha com bandada de cozinha americana foi idéia dos primos arquitetos.
As conquistas não serão poucas: a privacidade de uma suite, o sonho de uma banheira, a praticidade de três armários, um segundo banheiro completo, uma sala com mesa de jantar (mesmo que pequena) e espaço para um bom sofá em frente a TV, uma boa e moderna cozinha americana, o luxo de uma varanda deliciosa com plantas, a comodidade de uma área de serviço / lavanderia.

Com o projetinho rabiscado feito pela própria Caixa para avaliação, o Eduardo já conseguiu rascunhar nossas idéias (daqui a pouco ele vira arquiteto):

O desenho está dividido, a parte de cima é nosso projeto e a de baixo a planta original
Conseguimos, também, a planta original do prédio, que é essencial pra quem vai fazer grandes obras estruturais - lá estão todas as colunas, tubulações e marcações para arquitetos. 

Como seres humanos mortais, pensamos em quadrados de 50X50, não adianta. Percebemos isso quando passamos esse rascunho para o meu primo arquiteto e recebemos de volta.....tcharam!
 O PROJETO!

Incrível, né? Foi tão emocionante receber isso, que cheguei a colocar na minha mesa do trabalho para olhar nos momentos de estresse / desânimo... Como as pessoas fazem com fotos dos filhos.

Deste projeto, mudamos pouca coisa: a paredinha que envolve a geladeira (a sugestão do meu primo era que colocássemos uma prateleira) e colocar a geladeira abrindo pra frente; a porta do segundo quarto será normal de correr para ganharmos mais esta parede para armário ou estante; trocamos o tanque de lugar com a máquina de lavar e temos outras mudanças de mobiliário em mente... A partir daí ganhamos projeto em cad com escala e planta de corte pra área da lavanderia - estes são nossa bíblia, nossa missão eterna é desvendá-lo e seguir milimetricamente (no sentido mais literal da palavra) cada linha. 

Não é pra qualquer um ganhar um projeto desses de presente!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Parede amarela, sofá roxo!

Essa foi minha primeira decisão de decoração do apartamento!

A primeira resposta do Eduardo (e de muita gente) foi: "ah... legal, um amarelo clarinho, tipo creme?" Não! Amarelo ovo mesmo! Fui amadurecendo a idéia nele, mostrando referencias e falando com tanto entusiasmo que convenci muito mais rápido do que imaginava...
"Relembrando o círculo cromático, é fácil perceber que as cores vizinhas, ou análogas, são o vermelho e o azul. A mistura com cores análogas é bem intuitiva e tende a ser harmônica, sutil, sem muito contraste para assustar. O azul reforça a frieza do roxo, enquanto o vermelho vai puxar para mais energia no ambiente. É uma boa forma de tirar o roxo de cima do muro ;-) 
Já o amarelo é a cor mais distante, por isso de maior contraste com o roxo, é a sua cor complementar. As duas cores juntas são marcantes, chamam a atenção e têm potencial para fazer coisas lindas. "(http://casadaidea.com.br/cores-na-decoracao/roxo-na-decoracao-parte-2/)

Parede amarela é tudo pra uma sala, ilumina o ambiente, dá alegria, vitalidade, descontração, é impossível ficar deprimido num ambiente amarelo! Além disso, por incrível que pareça, o amarelo cai bem com várias cores além do roxo, que pra mim, é imbatível! Vai ser uma parte da casa que por si só, já mostrará exatamente o estilo e personalidade (meu e) da minha casa.














Decidimos pintar de amarelo a parede atras do sofá, porque também não convém pintar a do lado oposto, que é exatamente a parede vista por mais tempo e ainda competindo com a TV.




Outra idéia que temos desde o primeiro apartamento era um adesivo recorte do cristo extamente na parede em que fica o Cristo, no caso, adivinhem qual é a parede! Acho que o Cristo ficará feliz como num dia ensolarado.



Adesivo já escolhido:


O modelo do sofá também já escolhemos, é um beeeeem fofinho, que reclina as costas (indepentes) e abre a chaise longue (também independentes). É um modelo bem fácil de achar em várias lojas e com possibilidade de escolher o tecido que mais agrade à vista e ao toque. Fotos em breve!

Estou sonhando com minha sala, tenho certeza de que vai ser um ambiente delicioso pra passar os dias ou noites de preguiça!

domingo, 29 de julho de 2012

Materiais - entrando na realidade paralela

Quando as pessoas dizem que o mundo de obra é um mundo à parte, eu nunca entendi o quão distante e diferente era este outro mundo.

Confesso que até o ano passado, nunca havia entrado em lojas como Amoedo, Leroy, C&C... Quando entramos na Leroy juntos pela primeira vez com o foco no apartamento ficamos completamente perdidos! Até faz a primeira obra, a gente realmente não tem idéia de pra que serve tanto material, ferramenta, qual a diferença de tubos, fios, pós, massas, tintas...

O sentimento se dividia entre fascínio e desespero, 'será que nossa viagem ao mundo da obra vai nos fazer passar a entender todos os setores daquela loja gigantesca?'

Inevitavelmente, a tendência é ir pro que a gente consegue enxergar diferença visual, acabamentos e revestimentos.
Fomos olhar as famosas pastilhas... São tão encantadoras e coloridas, mas... Meu Deus! Tantas cores, formatos, brilhos, preços e materiais, não é possível que sirvam para o mesmo fim de embelezar as paredes das áreas molhadas...
E os pisos e paredes? qual a diferença de porcelanato pra cerâmica? azulejo é só o menor, né? Eu gostaria de tudo branco e fosco, mas dentre milhares de peças, não achei umazinha assim. A propósito, por que para as paredes as peças mais nobres são as menores possíveis e para o piso é exatamente o oposto?
E essas madeiras que são pedra e não madeira? coisa de louco!
Como descobrir o preço disso? é por metro quadrado? ou por peça? ou por caixa? varia! Cada um tem uma regra.
Para aplicar, usa-se rejunte... mas, qual rejunte? ahhhh tem um tipo pra cada material. E várias cores também.

Resolvemos dar uma olhada nas torneiras e cubas pros banheiros. Já tinha decidido que queria usar aquela cuba que fica apoiada na bancada, só não tinha idéia que existiam tantos modelos e tamanhos para isso. Como o Marco (meu primo arquiteto) sugeriu, acho que vamos no modelo tradicional redondo branco mesmo.
Sobre os metais (torneiras) é melhor nem começar a falar porque é mais doido ainda, a variação de preço vai de R$150 à R$3.000 uma peça da mesma marca e com desenho nem tão diferente assim. Como eu já tinha ouvido alguém dizer, a escolha de metais é mais pela tabela de preços do que pela exposição de modelos...

Ufa! Depois de quase enlouquecer, respiramos fundo e lembramos: ainda bem que falta um tempo para chegarmos nessas compras...

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O apê é nosso! A-ha! U-hu!

É engraçado como alguma coisa dentro da gente diz quando algo vai dar certo. O sentimento de euforia se mistura com uma serenidade e sabedoria pra fazer exatamente o que tiver que ser feito. Foi assim. 



Entramos numa conversa com a imobiliária / proprietária e em paralelo estudo com a Caixa. Além dos juros terem baixado pouco antes, tínhamos esperança de conseguir aumentar um pouquinho o valor da Carta de Crédito reavaliando minha renda. Eu havia acabado de trocar de emprego (tive depósitos extras de 13o, férias, dias compensados) e a avaliação de crédito para autônomos como eu é feita por extratos bancários, contas fixas e cartões de crédito - uma papelada sem fim). O Eduardo, por ser servidor público, teve sua avaliação por contracheques, o que quase não tem variação. A avaliação conjunta das duas rendas que diz qual o valor possível de financiamento, eles estipulam um percentual máximo da renda a ser comprometida com as prestações (varia entre 25 e 30%).
Foram duas difíceis negociações simultâneas, com gerentes da Caixa (aprendam: cada gerente avalia seu rendimento de uma forma, principalmente para autônomos) e com a imobiliária. Semanas em que precisamos ser maestros na negociação (sem medo de perder - apesar da pressão dos corretores) e, ao mesmo tempo, rápidos com a documentação para Caixa e insistentes no contato com os gerentes. 
Finalmente conseguimos coincidir os números do valor negociado para compra do apê com o valor de estudo de carta de crédito da Caixa (nada formalizado ainda). Foi o que precisávamos para assinar o compromisso de compra e venda e já dar uma parte do sinal como garantia. Daí em diante fomos correr com as papeladas: documentos nossos, da proprietária, da Caixa, do apartamento, registros... Muita burocracia vencida com a competência e dedicação do Eduardo, que ficou cuidando disso quase em tempo integral. Agora entendemos porque tanta gente chama despachante pra cuidar dessa papelada... 


Durante esse processo de levantamento de documentos e pagamento das taxas, saiu a notícia de que a Caixa diminuiu mais um pouco os juros (agora fica entre 7,8% e 8,5% dependendo de ter conta salário, ser servidor, compras de serviços do banco....) e aumentou o prazo de financiamento para 35 anos (uma vida!). Com essas últimas mudanças ficamos tranquilos que o valor final cobriria realmente o que precisávamos e ainda conseguiríamos um valor total um pouquinho maior, que nos deixou com um dinheirinho em mãos para começar a obra. Foi Assim!


A assinatura da escritura.
A escritura nos casos de imóveis financiados pela Caixa é um contrato contrato de alienação fiduciária - que tem valor de escritura - assinado na própria agencia e depois registrado no Oficio de Registro de Imóveis referente à área do imóvel, no nosso caso, foi o 3o)

Pra completar as coincidências da vida, no dia que assinamos o compromisso de compra, meus primos arquitetos que moram em São Paulo estavam passando o fim de semana no Rio. Já sabíamos que eles nos salvariam no projeto da reforma, só não acreditávamos que já poderíamos ter a visita técnica deles assim, tão rapidamente. 
Nós com os primos arquitetos
...e minha mãe na janela da nossa sala!

Como eu disse lá em cima, alguma coisa dentro da gente sabe quando vai dar certo e, quando é pra dar certo, tudo acontece a favor.
A primeira comemoração no NOSSO apartamento in loco.


terça-feira, 22 de maio de 2012

O mais perto da perfeição


Como carioquíssima que sou, nascida e criada no Humaitá (com pequenos períodos fora), não queria sair da zona sul e tinha como preferência disparada continuar em meu bairro de origem - é um bairro central pra qualquer lugar do Rio, tem bom transporte, comércio variado, a Lagoa bem ali, a praia a poucas pedaladas, uma vista linda do Cristo e...a Cobal...ah! a Cobal...
O Eduardo sempre morou na Tijuca, ele diz que até moraria por lá, mas já entende bem meus motivos e preferia morar na Zona Sul. Acontece que como ele passou quase todos os fins de semana dos últimos 10 anos na minha casa, nos habituamos a isso...

Outra questão que de cara fizemos questão foi de um apartamento com dois quartos. É essencial termos dois ambientes habitáveis e, por que não, até dois quartos com camas de casal para podermos dormir separados quando der na telha? Sempre imaginava que nos mataríamos em um ambiente de um quarto ou conjugado, sou filha única, acostumada com quarto só pra mim, além de sermos grandes, bagunceiros, espaçosos...

Por outro lado, sabíamos bem (e fomos descobrindo que a situação era ainda pior) do boom do mercado imobiliário no Rio. Os preços dos imóveis duplicaram, triplicaram em um período mínimo! Meio milhão já não compra mais quase nada na zona sul (!!!).  Por falar em milhão, até nossos 28 anos nem eu, nem Eduardo chegamos a uma posição profissional de total conforto financeiro e nem disciplina suficiente pra juntar dinheiro com regularidade... Tínhamos um pouquinho aqui, outro ali...

As simulações dos bancos não cobriam nossos sonhos, começamos a procurar apartamentos nos valores que teríamos disponíveis. Lógico, não? não!
Não encontramos nada decente e olha que procuramos muito. Visitamos muita porcaria, cogitei abrir mão do Humaitá, mas cada vez que via algo em outro bairro, não me sentia em casa. Cogitamos ir pra um quarto apenas, mas a idéia era um apartamento pra vida. Cogitamos até alugar, mas isso implicaria em entrar na roda viva e provavelmente nunca mais conseguir juntar dinheiro - escravos de aluguel - caso comum. Continuei sonhando, fazer o quê?
Apareceu um num preço excelente, numa rua calma, transversal da Real Grandeza, era primeiro andar de um prédio que tinha uma lanchonete no térreo (o que não era bom), mas era enorme: quase 90m2! Este também precisava de muita obra, total reforma de hidráulica e elétrica. Depois descobrimos que ele tinha 7 inventários, uma família enorme, cada um com uma vontade e, por último queriam 70% à vista sem nem poder fazer a escritura antes dos inventários terminarem. Resultado: até a imobiliária nos aconselhou a desistir. Era furada certa. Ainda bem.

Demos uma esfriada nas pesquisas. Chegamos à conclusão de que era melhor juntar mais um pouco ou esperar o mercado melhorar, coincidiu com uma época minha de troca de emprego.

Alguns meses depois, acabamos, meio a contra gosto e sem acreditar muito, indo visitar um que custava 20% a mais do que podíamos. Fomos persuadidos pela minha mãe (sempre otimista ao extremo).
O apartamento é realmente incrível, principalmente por conta de uma varanda de 30 m2 que é área comum do prédio, mas usufruto deste apartamento. Ele é térreo e de fundos, ou sejam o único com acesso à ela. As janelas da sala e dos quartos dão pra essa área -totalmente indevassável- e tudo isso numa planta super equilibrada e bem distribuída. Por ser de fundos, é totalmente silencioso e num prédio pequeno, bonitinho, numa rua pequena, bonitinha e... pertinho da Cobal e do agito de Botafogo / Humaitá.
Este também precisava de obras, principalmente banheiro e cozinha. Ainda não valia o que estavam cobrando (e nem nós tínhamos essa quantia), mas, não custa nada sonhar e tentar... né?

Agora já com mais maturidade, menos euforia e com uma certeza interna de que acontecerá o que for melhor.

Abaixo as fotos de como encontramos ele, super destruído, mas com um ótimo potencial!
Essa á parte mais encantadora, a área de 30m2.
A Sala (essa porta dá para a área)

Corredor: cozinha à esq., quartos à direita e banheiro.
O segundo quarto




Área de serviço - o que pode ser uma ótima lavanderia
Uma cozinha para mudar totalmente
Banheiro de empregada 
O banheiro para ser reformado por completo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vamos começar do início?

Tenho tanto a escrever que fico completamente perdida sobre como começar. Como já estamos numa fase um pouquinho adiantada, já dá vontade de começar falando de rejunte, pastilhas, mármores, armários planejados e até idéias de móveis. Mas como a idéia do blog é mostrar todo o processo, acho que tenho que começar lááá pela escolha do apê, ou antes, da decisão da compra.

A história é a seguinte, moro com minha mãe, dividindo as contas da casa, num apartamento nosso. Ele já foi reformado (completamente) duas vezes e em nenhuma delas eu me envolvi muito, no máximo ajudei a escolher o piso e pesquisei armários pro meu quarto. Meu avô é mestre de obra por paixão (e não por profissão), ele que sempre reformou / construiu os apartamentos de todo mundo. Ele sempre teve idéias fantásticas e nunca ganhou dinheiro com isso, quem ganhava éramos nós, que tínhamos lindas (porém demoradas) reformas... Minha mãe também veio ao mundo com o sangue de obra e adora uma quebradeira.

Entre as mais diversas fases (...), namoro o Eduardo há uns 10 anos (nunca sabemos esse tempo exato) e até o ano passado nunca havíamos pensado concretamente em morar juntos. Estava tudo muito confortável, ele morando com os pais, eu com minha mãe e passávamos todo o tempo que queríamos na minha casa. Até que deu algum click em mim, ou nele, ou em ambos... praticamente ao mesmo tempo. Numa brincadeira ele veio perguntar se eu não queria comprar um apartamento conjugado no catete, eu respondi imediatamente que queria, mas não conjugado nem no catete (nada pessoal com quem teve essa escolha). Começamos a falar despretensiosamente sobre grana guardada pra entrada / financiamento / alugar X comprar / procura / boom no mercado imobiliario etc etc etc.

Amadurecemos o assunto bem aos pouquinhos, já vendo um primeiro lindo apartamento (tipo casa) numa ruazinha perfeita no Humaitá. Quem conhece a Rua Goethe, o prédio ficava na esquina dela com a Coronel Affonso Romano.
 

Era um dois quartos, com uns 50 m2, no primeiro andar, com janelas para a rua (calmíssima). Apartamento antigão e precisando de obra completa, mesmo assim nos apaixonamos. Acho que pra mim, foi fácil de me acostumar com a idéia por termos achado um tipo de apartamento que eu estou muito acostumada (o meu é assim, térreo num prédio pequeno, de frente pra rua calma) e a rua era realmente encantadora... Agora, olha o estado que estava o apartamento:
Essa era a sala
O quarto de casal - era um bom quarto, mas olha a umidade na parede





Cozinha (o o mais próximo possível disto)

Isso era legal! Uma área pra lavanderia
Dormíamos e acordávamos pensando no apartamento, fazíamos conta o tempo inteiro, visitamos o apê mais umas 5 vezes, levamos um mestre de obras para avaliar a obra necessária, conversamos com vizinhos e, por último, tentamos uma negociação melhor com o proprietário (além de não termos de cara a grana pedida, avaliamos que o que ele cobrava era muito pra um apartamento tão pequeno e precisando de obra completa - apesar de ser encantador). Não conseguimos a negociação e ainda descobrimos que o apê tinha umas questões complicadas de documentação, ia ser difícil a Caixa liberar qualquer financiamento. Ao mesmo tempo, começamos a entender que talvez ainda não fosse esse O apartamento e que toda a euforia e apaixonamento tinham muito mais a ver com o início de uma fase nova na nossa vida.

Desistimos desse, mas não do plano.

Tenho até hoje muito carinho por ele, pelo lugar e pela história. Sempre que passo perto relembro com saudade o gostinho do primeiro sonho e agradeço por ter sido ele, foi realmente especial.